GÊNERO NA EDUCAÇÃO FÍSICA, DESPORTO E LAZER


Convido aos amigos/as interessados, comparecerem ao lançamento do livro "Gênero e Atividade Física", onde possuo dois capítulos. A obra é organizada por Sebastião Votre e editada pela Mauad/FAPERJ. O lançamento será Quarta, 19/10, às 19h, na Blooks Livraria [Praia de Botafogo 316 > Dentro do Unibanco Artplex].



Escrito por Prof. Dr. Fabiano Pries Devide às 14h32
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XIV CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DO ESPORTE - IV CONGRESSO INTERNACIONAL DE CIÊNCIAS DO ESPORTE

Divulgo abaixo os resumos dos dois trabalhos apresentados por mim e ex-orientandos, no XIV Conbrace e IV Conice, na UFRGS, Porto Alegre, 2011.

CAPOEIRA REGIONAL: REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DAS MESTRAS E FORMANDAS SOBRE SUA INSERÇÃO E ATUAÇÃO NO ENSINO DA LUTA NO RIO DE JANEIRO

Profa. Ms. Eliane Glória Reis da Silva Souza [Grupo Capoeira Brasil].

Prof. Fabiano Pries Devide [Doutor em Educação Física e Cultura e Professor da Universidade Federal Fluminense/RJ].

  

 

A invisibilidade das capoeiristas no Rio de Janeiro (RJ) despertou o interesse em se investigar sua importância na História das mulheres. No âmbito dos Estudos de Gênero, o objetivo geral desta pesquisa foi identificar as representações sociais das mestras e formandas de capoeira regional sobre sua inserção e atuação no ensino da luta no RJ. A pesquisa é qualitativa e documental. O instrumento utilizado para a coleta de dados foi a entrevista semiestruturada, aplicada em um grupo constituído por dez mulheres, intituladas mestras e formandas de capoeira. A análise e interpretação dos dados foram realizadas a partir dos Estudos de Gênero com uso da Análise de Conteúdo e elementos-chave da Análise do Discurso, da Teoria das Representações Sociais e da Etnometodologia.  Pode-se afirmar que as representações sociais das entrevistadas circunscrevem-se a partir de oito categorias circulantes em seu discurso. As representações sociais das mestras e formandas são constituídas por elementos que se interpenetram, tais como: resistência familiar, preconceito, racismo, conflito de papéis, e identidades de gênero. Conclui-se que o estudo identificou formas de exclusão das mulheres capoeiristas na prática e no ensino dessa luta onde elas iniciam a conquista paulatina de espaços de liderança, como mestras de capoeira.

Palavras-chave: Representações sociais. Gênero. Mulheres. Capoeira.

REPRESENTAÇÕES DA MÍDIA ESPORTIVA IMPRESSA SOBRE VISIBILIDADE DE MULHERES ATLETAS NOS JOGOS OLÍMPICOS MODERNOS DE 2008:

ENTRE PERMANÊNCIAS E MUDANÇAS

 

Prof. Ms. Emerson Saint’Clair (SEE/RJ; ISECENSA/RJ)

Prof. Dr. Fabiano Pries Devide (UFF/RJ) 

 

Este estudo qualitativo e documental visa investigar as representações da mídia esportiva impressa sobre a visibilidade de mulheres no esporte durante os XXIX Jogos Olímpicos Modernos de Pequim, em 2008. O corpus documental foi constituído por 20 edições consecutivas do Caderno de Esportes dos jornais O Globo e Lance!, analisadas a partir dos referenciais teórico-metodológicos da Análise de Conteúdo e da Iconografia. A análise distributiva foi representada por 380 matérias e 336 imagens do O Globo; e 596 matérias e 518 imagens do Lance!. No O Globo, o percentual de matérias sobre atletas homens (n=197/51,84%) e mulheres (n=108/28,42%); imagens de homens (n=190/56,04%) e mulheres (n=141/42,47%); matérias assinadas por jornalistas homens (n=276/72,63%) e mulheres (n=09/2,36%) e imagens assinadas por fotógrafos (n=279/83,05%) e fotógrafas (n=18/5,35%) é desigual. No jornal Lance!, o percentual de matérias sobre homens (n=313/52,51%) e mulheres (n=230/38,59%); imagens de atletas homens (n=297/57,34%) e mulheres (n=215/41,50%); matérias assinadas por jornalistas homens (n=253/42,45%) e mulheres (n=08/1,35%) e imagens assinadas por fotógrafos (n=221/42,66%) e fotógrafas (n=03/0,58%) também é desigual. Contudo, na maioria das imagens, as atletas foram fotografadas no contexto esportivo, por vezes em modalidades de reserva masculina, indicando mudanças na cobertura da mídia esportiva impressa. A análise iconográfica e a interpretação iconológica das 141 imagens das atletas do O Globo, e 215 imagens do Lance!, resultaram na construção de três categorias e subcategorias: “atleticismo” (competição, força, garra, habilidade e outros); “estados emocionais” (afetividade, decepção, dor, felicidade e outros); e “feminilidade” (beleza e sensualidade). Os resultados permitem afirmar que as imagens: i) estão associadas, predominantemente, à categoria “atleticismo” e suas subcategorias, e secundariamente à categoria “estados emocionais” e suas subcategorias; ii) poucas imagens estão associadas à categoria “feminilidade”; e iii) na categoria “estados emocionais”, as imagens tendem a focalizar a subcategoria “decepção” associada ao erro da atleta no O Globo; e a subcategoria “felicidade” associada à performance no Lance!. Conclui-se que em termos distributivos há desigualdade na visibilidade de atletas homens e mulheres na mídia esportiva impressa, a partir da predominância de imagens e matérias sobre homens atletas, assim como imagens e matérias assinadas por jornalistas e fotógrafos. Contudo, no que tange às imagens das atletas, há uma maior visibilidade dessas no contexto esportivo, em situações que focalizam o seu atleticismo, indicando permanências na dominância masculina na mídia esportiva; assim como mudanças qualitativas na visibilidade das atletas.

Palavras-chave: Gênero; Mulheres; Mídia; Olimpismo.

 



Escrito por Prof. Dr. Fabiano Pries Devide às 17h08
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Sobre o evento
http://www.alab.org.br/pt/eventos/queering-paradigms-iv

Submissões: 15/09/2011 - 15/12/2011

O congresso internacional Queering Paradigms surgiu como uma estratégia acadêmico-político-científica de discutir e problematizar ataques homofóbicos no campus da Canterbury Christ Church University, na Inglaterra no ano de 2008. Com um objetivo explicitamente inter/multidisciplinar, o congresso Queering Paradigms (QP) visa a discutir e problematizar os processos de normatização e de marginalização em sociedades contemporâneas. Embora em sua primeira organização (em 2009), as discussões giraram ao redor de questões identitárias, a partir de sua segunda edição mudou-se o eixo orientador para se discutir não somente identidades não-normativas, mas também as implicações teórico-analítico-metodológicas que os estudos sobre essas identidades impõem às áreas de estudo que sobre elas se debruçam. Assim, após o sucesso de 3 congressos internacionais Queering Paradigms (QP1, organizado em 2009 na Canterbury Christ Church University, Inglaterra; QP2, organizado em 2010 na Queensland University of Technology, Austrália; e QP3, organizado em 2011 na State University of New York), o Programa Interdisciplinar de pós-graduação em Linguística Aplicada da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Programa de pós-graduação em Memória Social da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e a Associação de Linguística Aplicada do Brasil têm a honra de organizar o Queering Paradigms 4, a ser realizado entre os dias 25-28 de julho de 2011.

O objetivo do congresso é analisar o status quo atual e os desafios para o futuro dos Estudos Queer e dos Estudos LGBTIQ a partir de uma perspectiva ampla, inter/multidisciplinar, com vistas a problematizar/desestabilizar (i.e. queer) os discursos e os paradigmas das inter-disciplinas. As comunicações, conferências e mesas-redondas discutirão as possibilidades e os potenciais de abordagens teóricas, analíticas e metodológicas queer nas ciências sociais e humanidades e os desafios que tais abordagem colocam para a pesquisa, ativismo político, educação, saúde, direito, religião, linguagem e outras instituições sociais. Com isso, o congresso atrai várias disciplinas, como por exemplo, antropologia, sociologia, estudos da linguagem, teologia, ciência política, direito, medicina social, filosofia, geografia, psicologia social, reunindo, pelo apelo que a Teoria Queer e os estudos LGBTIQ tem internacionalmente, pesquisadores de vários países, constituindo, assim, um rico milieux para aprendizagem coletiva, desenvolvimento de agendas teórico-metodológica para pesquisas de diferentes áreas e de problematização dos processos sociais, científicos e disciplinares de produção de normas e margens.

Assim como os congressos QP1, 2 e 3, usamos o termo 'queer' para nos referir a um domínio indefinido e sem fronteiras de gêneros, sexualidades e práticas corporais não-normativas que também 'inclui uma filiação a abordagens analíticas críticas', como Ara Wilson (2006) argumenta. Dessa forma, para os propósitos do evento, usamos 'queer' de acordo com Eve Kosofsky Sedgwick em seu ensaio "Queer and Now:
'queer pode se referir a: uma matriz aberta de possibilidades, lacunas, sobreposições, dissonâncias e ressonâncias, lapsos e excessos de significado na qual os elementos constituintes do gênero , da sexualidade não são forçados (ou não podem ser forçados) a ter um significado monolítico.

'Queer' é, portanto, entendido como questionando, contrastando, desafiando e transformando, especificamente, a heteronormatividade, não se restringindo somente a ela e, dessa forma, lança seus esforços teóricos, analíticos e intervencionistas sobre qualquer tipo de norma (e, dialogicamente, as margens por ela produzidas). Assim, o congresso internacional Queering Paradigms pretende discutir desafios paradigmáticos e mudanças sociais e científicas possibilitados pelo impacto contemporâneo da Teoria Queer nas mais diversas áreas do conhecimento e de ativismo político.

Facebook: Queering Paradigms 4 (http://www.facebook.com/pages/Queering-Paradigms-4/251666631520493)
Twitter: @QueeringP4

O congresso internacional Queering Paradigms surgiu como uma estratégia acadêmico-político-científica de discutir e problematizar ataques homofóbicos no campus da Canterbury Christ Church University, na Inglaterra no ano de 2008. Com um objetivo explicitamente inter/multidisciplinar, o congresso Queering Paradigms (QP) visa a discutir e problematizar os processos de normatização e de marginalização em sociedades contemporâneas. Embora em sua primeira organização (em 2009), as discussões giraram ao redor de questões identitárias, a partir de sua segunda edição mudou-se o eixo orientador para se discutir não somente identidades não-normativas, mas também as implicações teórico-analítico-metodológicas que os estudos sobre essas identidades impõem às áreas de estudo que sobre elas se debruçam. Assim, após o sucesso de 3 congressos internacionais Queering Paradigms (QP1, organizado em 2009 na Canterbury Christ Church University, Inglaterra; QP2, organizado em 2010 na Queensland University of Technology, Austrália; e QP3, organizado em 2011 na State University of New York), o Programa Interdisciplinar de pós-graduação em Linguística Aplicada da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Programa de pós-graduação em Memória Social da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e a Associação de Linguística Aplicada do Brasil têm a honra de organizar o Queering Paradigms 4, a ser realizado entre os dias 25-28 de julho de 2011.

O objetivo do congresso é analisar o status quo atual e os desafios para o futuro dos Estudos Queer e dos Estudos LGBTIQ a partir de uma perspectiva ampla, inter/multidisciplinar, com vistas a problematizar/desestabilizar (i.e. queer) os discursos e os paradigmas das inter-disciplinas. As comunicações, conferências e mesas-redondas discutirão as possibilidades e os potenciais de abordagens teóricas, analíticas e metodológicas queer nas ciências sociais e humanidades e os desafios que tais abordagem colocam para a pesquisa, ativismo político, educação, saúde, direito, religião, linguagem e outras instituições sociais. Com isso, o congresso atrai várias disciplinas, como por exemplo, antropologia, sociologia, estudos da linguagem, teologia, ciência política, direito, medicina social, filosofia, geografia, psicologia social, reunindo, pelo apelo que a Teoria Queer e os estudos LGBTIQ tem internacionalmente, pesquisadores de vários países, constituindo, assim, um rico milieux para aprendizagem coletiva, desenvolvimento de agendas teórico-metodológica para pesquisas de diferentes áreas e de problematização dos processos sociais, científicos e disciplinares de produção de normas e margens.



Escrito por Prof. Dr. Fabiano Pries Devide às 21h35
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"FABIANAs", parabéns pelo pioneirismo: primeiras medalhas de ouro de brasileiros/as em mundiais de atletismo e remo!

http://esporte.uol.com.br/ultimas-noticias/2011/09/02/fabiana-beltrame-ganha-primeiro-ouro-brasileiro-na-historia-do-mundial-de-remo.htm

http://oglobo.globo.com/esportes/mat/2011/08/30/fabiana-murer-conquista-titulo-mundial-do-salto-com-vara-925248196.asp

 



Escrito por Prof. Dr. Fabiano Pries Devide às 08h00
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